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“E orando eles, disse o Espírito Santo…”

26 26UTC Novembro 26UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

Importante líder canadense ao celular minutos antes de falar aos reporteres sobre seleção e treinamente de liderança.

Igrejas Evangélicas tem adotado sistemas de eleição de sua liderança principal que se baseiam nos modelos de eleição secular. Estes procedimentos funcionam, mas tem gerado algumas sequelas graves no seio da igreja de Cristo.  Os membros de determinadas denominações que o digam.

Será que este é o melhor caminho? Será que alguém teria outra proposta que não fosse tão traumática? Será que precisamos, apesar de usar o modelo secular, repetir os erros na conduta, nos procedimentos? Será que não temos a capacidade de desenvolver o nosso próprio modelo de escolha de líderes?

Apenas para pensar…

 

A morte de Estevam e a morte de Saulo…

25 25UTC Novembro 25UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

“Então eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.” – At. 7.57,58

Estevam foi o primeiro mártir da Igreja. Falsamente acusado foi levado ao Sinédrio onde falsas testemunhas foram incumbidas de caluniá-lo, sendo alcançado o seu objetivo quando a turba avançou sobre o discípulo e levando-o para fora da cidade o apedrejaram. O texto afirma que Saulo consentiu na sua morte. Ora somente pode consentir alguma coisa que também tem o poder para impedi-la. Mas Saulo não impediu. Assistiu passivo a morte daquele homem que em nenhum momento abriu mão da sua fé, em nenhum momento irou-se contra os seus algozes, pelo contrário, clamando a favor deles pereceu. As palavras de Estevam revelam uma de duas coisas possíveis – ou ele estava presente no momento da crucificação de Cristo ou procurou informar-se muito bem acerca do ocorrido. As suas palavras são as mesmas de Jesus na sua morte.

Saulo certamente pensou que agora tinha um cristão a menos para propagar aquela seita e intensificou as suas ações contra os discípulos. Mal sabia ele que este ato apenas estava colaborando para que o Evangelho fosse ainda mais longe. Tão longe que precisou de autorização para ampliar o raio de sue perseguição irada. Mas uma súbita visão o colocou por terra. E a surpresa maior veio quando quis saber quem estava ali. Ninguém menos do que Aquele a quem procurava destruir, calando os discípulos.

Caros irmãos, se vocês estão fazendo verdadeiramente a obra de Deus inspirem-se nesta situação. Existem aqueles que em nome de Deus ou julgando-se homens e mulheres de Deus, querem nos impedir, querem nos destruir, querem nos prender, mas Eles certamente não sabem que quanto mais nos oprimem, mas fazem a obra de Deus avançar e Deus mesmo tratará com cada um deles. Alguns se converterão, como Saulo, e verão o quanto fizeram outros sofrer por causa de sua ignorância. Outros se exaltarão, como Herodes, e perecerão. Que Deus nos de a graça para suportar as tribulações, sabendo que, mesmo perecendo como Estevam e tantos outros filhos de Deus, deixaremos a nossa marca neste mundo. 

A volta dos mortos vivos…

23 23UTC Novembro 23UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E grande temor veio sobre todos os que souberam disto.”- At. 5.3-5

Falsidade ideológica é um tipo de fraude criminosa que consiste na adulteração de documento, público ou particular, com o fito de obter vantagem – para si ou para outrem – ou mesmo para prejudicar terceiro.” Podemos dizer que este foi o crime de Ananias ao proceder da forma como procedeu na venda de sua propriedade. Barnabé havia vendido uma de suas propriedades e entregue os recursos obtidos na transação nas mãos dos apóstolos. Esta atitude, realizada com motivações puras, ainda que não tenha tido o objetivo de angariar louvor e glória pessoais, certamente colocaram o filho da consolação nas primeiras páginas dos comentários do dia, dentro e fora da igreja. Este alvoroço não lhe causou nenhuma reação de soberba e isto fica claro quando o seu feito é colocado contraposto ao feito de Ananias. Mas o homem Barnabé viveu um momento diferente e talvez sequer esperasse tanta repercussão pela sua ação bondosa.

Muitos acompanharam o desenrolar dos fatos e entre eles estava Ananias. Ele viu ali uma oportunidade de marketing pessoal fantástica. E mais, vislumbrou a possibilidade de fazer isto sem precisar dispor de todo o recurso que poderia obter com a venda de uma propriedade; afinal quem saberia o real valor da transação. Safira sua esposa estava no negócio. Era uma oportunidade de destacar-se entre as mulheres da igreja e da cidade. Aparecer nas principais colunas sociais. O plano foi traçado. A propriedade foi vendida. Parte do dinheiro guardado para uso em futuros projetos pessoais. Parte foi devidamente acomodado para ser entregue aos apóstolos. Não foram juntos. Afinal, separados teriam duas entradas triunfais.

Primeira entrada triunfal. Ninguém saberia, exceto Deus. Ninguém saberia, exceto os homens a quem Deus pusera para liderar a sua igreja. Uma pergunta inesperada. Sem direito de resposta. Morte.

Segunda entrada triunfal. Estranho, onde está Ananias? Achei que estivesse a esta hora cercado pelos irmãos como ficou Barnabé por tantos dias. Porque estão me olhando desta forma estranha? Uma pergunta inesperada. Um momento de decisão. Decisão errada. Morte.

Falsidade ideológica…muitos continuam andando pelas igrejas de hoje, mas na realidade não passam de mortos vivos, porque o preço da fama foi conquistado com engano, mentira. A pergunta inesperada ecoa em seus ouvidos. A oportunidade de repensar está sendo dada. Resposta certa gera arrependimento e restauração. Resposta errada gera mais um morto vivo… 

Palavras esquecidas…tempo perdido…

18 18UTC Novembro 18UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

“Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”- At. 1.10,11

Durante os três anos nos quais Jesus esteve com os discípulos, depois chamados apóstolos, Ele ensinou-lhes tudo o que era necessário para que dessem continuidade à sua missão. Ele os treinou de forma prática quando os enviou de dois em dois, conforme Mt. 10. Ele os comissionou a ir por todo o mundo, ensinar, batizar e levar a libertação proporcionada pelo Evangelho. Ele outorgou poder e autoridade, conforme lemos em Atos 1.8. Definiu o raio de ação. Além disso, fez inúmeras promessas, dentre as quais estava a preparação de um lugar, um reino que nos está preparado desde a fundação e a promessa de retornar no tempo oportuno e levar a sua igreja para junto de Si. Sabendo de tudo isto, chegou o dia da partida e Ele se foi. E os discípulos, que haviam recebido tudo isto fizeram o quê? Ficaram plantados olhando para o céu. Mas não era a hora de agir? Não era agora o momento de praticar tudo o que haviam aprendido e começar a trabalhar? Ficaram olhando para o céu, até que foram despertados pelos anjos que questionaram a postura deles e relembraram que havia uma promessa de retorno. Precisamos fazer continuamente uma auto-análise de nossas vidas.

Um dia Jesus entrou em nossas vidas e passamos a fazer parte deste time, responsável por proclamar o reino de Deus e arrebanhar as almas desgarradas e necessitadas de uma intervenção divina, enquanto cuidamos das nossas próprias. Um dia recebemos a comissão, o poder e sabemos muito bem o que Deus espera de nós. Mas a pergunta hoje, para todos nós, leigos ou líderes, é: Estamos trabalhando? Ou estamos fitando o além, esperando ver Jesus entre as nuvens? Ele vem nas nuvens, sabemos disso, mas não sabemos quando. Será que precisamos também ser despertados que existe muito a fazer enquanto Ele não vem? Existe uma frase da fundadora da Igreja Quadrangular que é bem pertinente neste instante: “Espere Jesus como Ele voltasse hoje, mas trabalhe como se Ele fosse voltar daqui a mil anos”.

O cristãos e as bebidas alcoólicas…

16 16UTC Novembro 16UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

Participe desta discussão. A página está na sessão Perguntas e Respostas. Vamos polemizar!!!

Lugares perigosos para viver…

15 15UTC Novembro 15UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

“Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. “ – Jo. 20.30,31

Um olhar sobre os últimos dias de Jesus na terra e mais particularmente no processo inquisitório pelo qual passou diante do Sinédrio, Pilatos, Herodes e da multidão; mostra-nos um homem com plena consciência de tudo quanto lhe esperava naquele momento. A dureza e crueldade as quais foi submetido não lhe tiraram a doçura e a consciência de quem Ele era e para o que viera. Como rei, ele reinou sobre toda a situação e comandou sobre elas de forma magistral. Num dado momento, quando os discípulos esboçaram um gesto de libertá-lo do que estava começando a acontecer, disse: “Se eu quisesse, rogaria ao Pai e Ele enviaria doze legiões de anjos..”, ou seja, o que está acontecendo somente está acontecendo porque Eu e Pai sabemos o que está sendo feito.

Reinar em vida – é assim que Paulo chama a nossa jornada aqui (Rm. 5.12). Mas, reinamos? Dominamos sobre todas as circunstâncias que nos cercam, sejam elas boas ou más? Conseguimos ver no meio de tudo a mão de Deus operando objetivos mais altaneiros que às vezes o nosso simples bem estar? Que Jesus nos dê o seu espírito e sua mente para andemos como filhos obedientes e cumpramos todos os propósitos de Deus para a nossa vida, lembrando que Ele mesmo, sabendo da dimensão dos sofrimentos aos quais seria submetido, orou – “E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”. Conhecemos nossas limitações, aliás, precisamos conhecer. Mas Deus conhece-nos muito melhor que nós mesmos. Assim, voltemo-nos também a Ele em oração nas horas difíceis, clamemos, mas sempre deixando que a sua vontade prevaleça. Perguntaram certa vez a Alex Dias Ribeiro, ex-piloto da Fórmula 1, se era muito perigo pilotar um carro em condições tão extremas. Cristão que era, respondeu: – “É muito mais perigoso ficar fora do centro da vontade de Deus”.

Unidade…um anseio do coração de Jesus…

14 14UTC Novembro 14UTC 2009 SINESIO SANTOS 1 comentário

“E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; 

para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.” – Jo. 17.20-23

Unidade é uma palavra comum entre os cristãos, quase um jargão em alguns momentos. Mas será que já nos detivemos, ainda que por poucos instantes, para meditar neste vocábulo tão simples, mas tão cheio de significados? O que o Velho Testamento tem a dizer sobre isto? O que o Testamento tem a dizer sobre isto? Como os dicionários definem este termo? O Dicionário Houaiss traz inúmeras definições de UNIDADE, porém, selecionei três situações apenas:

 “qualidade do que apresenta similitude, harmonia, coerência com outros elementos da mesma espécie; concordância, homogeneidade, igualdade, uniformidade.” 

“cada parte estruturada que, por si, forma um todo dentro de uma estrutura maior.”

”cada um dos itens de um conjunto ou sistema, ou dos objetos de uma produção em série.”

 E gostaria de destacar das definições acima, as seguintes expressões: harmonia, cada parte estruturada, cada um dos itens de um conjunto. O que fica aparente nestas expressões? Olhe bem…de novo… Se prestar atenção notará que existe uma outra palavra implícita nelas. Qual? DIVERSIDADE. A harmonia é o resultado da soma de diferentes que, colocados numa determinada situação produzem um resultado único. Cada parte de um veículo, ainda que de natureza completamente diferente, produzem um resultado comum. Então, estabelece-se aqui um paradoxo:  UNIDADE carrega consigo um sentido fortíssimo de DIVERSIDADE. Não é possível separar uma da outra, aliás, para que eu tenha uma unidade de algumas coisas, preciso de um número ainda maior de diferenças. Quanto mais complexa a UNIDADE, maior será o número de diferenças presentes.

 Mas o que interessa isto quando se fala em CLAMOR PELA UNIDADE na Igreja? Permita-me usar o exemplo da minha: somos hoje 1 Conselho Nacional, 27 Conselhos Estaduais,  581 Regiões Eclesiásticas e Campos, 7.418 igrejas , um sem número de congregações, 25.000 obreiros, aspirantes e ministros. Tá bom de diversidade ou quer mais? Agora extrapole este pensamento juntando todas as igrejas evangélicas brasileiras.

Para que o nosso clamor tenha efeito precisamos saber o que significa UNIDADE na sua essência. Quando falamos em UNIDADE na iGREJA estamos falando de um milagre porque somente Deus pode produzir unidade num grupo desta magnitude, da mesma forma que somente Ele pode manter em atividade o universo em toda a sua diversidade.

 Mas o fato de somente Ele poder trazer isto não nos afasta da responsabilidade de trazer esta Unidade, afinal você, eu, nós somos as diferenças que se fundirão nesta UNIDADE, produzindo frutos para a glória de Deus. Quando se fala em peças de uma máquina é simples, afinal elas não pensam, não agem. Nós pensamos, agimos; daí ser mais complexa a Unidade que almejamos, porém, o fato de agir e pensar deve nos levar a Palavra de Deus e refletir na responsabilidade que pesa sobre cada um de nós na construção desta unidade.

 A responsabilidade individual neste processo possui diversos aspectos que vai desde a oração até a ação efetiva. Vamos pensar um pouco sobre isto e um dos melhores textos que das Escrituras para fazê-lo é João 17.

 A oração mais extensa de Jesus, feita nos seus últimos dias na terra, antes da cruz. Aqui podemos captar os seus sentimentos quanto a diversos assuntos, mas um dos que se destaca no contexto é o seu CLAMOR PELA UNIDADE. (João 17.20-23). Neste clamor podemos identificar aspectos importantes da Unidade, os quais devem ser observados com muito cuidado por aqueles que são chamados por Jesus.

1. A Unidade é o desejo do coração de Cristo para os seus

Este desejo transparece de forma nítida no texto acima. Assim, quando falamos em unidade estamos falando de uma coisa que Jesus Cristo deseja ver estabelecido na sua Igreja. Não podemos lutar contra isto, conscientes ou inconscientemente. Nossas palavras, nossos atos, nosso ministério, deve em tudo conspirar para que este propósito seja alcançado. Quando opero em sentido contrário, estou operando contra a vontade de Jesus. Qual o futuro daqueles que assim agem?

2. A Unidade deve ser buscada em duas direções

Unidade vertical. Primeiramente esta unidade deve ser buscada em relação ao próprio  Cristo e, conseqüentemente, em relação a Deus. Vimos acima que a unidade é um milagre de Deus. E somente Ele possui o poder de unir as nossas diferenças porque é o nosso Criador, sendo o único capaz de juntar num único propósito a sua obra.

 Assim, o clamor pela unidade passa num primeiro momento pelo clamor pela presença de Deus em nós. É tempo de orarmos a canção que diz: Derrama a tua Shekinah sobre nós, não conseguiremos ficar de pé, tamanha é tua glória sobre nós…”

Observe que no verso 22 Jesus diz que nos deu a sua glória visando a unidade; logo, concluímos que a medida que unidade se espalha na igreja, isto autentica a presença da glória de Deus em nossas vidas e ministérios. Podemos declarar que temos a glória de Deus a plenos pulmões, mas se não houver unidade, serão palavras lançadas ao vento.

Depois devemos buscar a unidade horizontal. O divino deve permear nossas igrejas, penetrando nos lugares mais inusitados; produzindo uma ação que una todos os elementos diferentes, tal como acontece em um bolo. Temos ali a farinha, ovos, leite, sal, açúcar, manteiga e tantos outros elementos; porém, a visão final é uma só. Podemos até distinguir o sabor de um elemento ou outro, mas não se pode mais separá-los.

À medida que o divino invade nossas vidas e nossas almas, a fusão das diferenças começa a acontecer. Logo, não se vê mais uma presidência, uma supervisão, uma superintendência ou um pastor titular; o que se vê é a Igreja do Evangelho Quadrangular, crescendo, sob o poder do Espírito e da Palavra, “…que penetra até a divisão das juntas e medulas, até a divisão da alma e do espírito e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”  Estes agentes quebram os elementos, destroem as diferenças, fazendo com que juntas, cada uma ofereça ao corpo o que tem de melhor.

Porém, a nossa responsabilidade vai além disso. Temos outras coisas que dependem da ação de nós, igreja, na busca pela unidade.

3. A unidade é uma marca que viabiliza ao mundo o conhecimento da obra de Jesus e do amor de Deus

Antes, porém, de analisar outras coisas que dependem da nossa ação, gostaria de me ter em outro aspecto importantíssimo da unidade. Quando Jesus clama pela unidade ele o faz visando algo maior que o simples bem estar da sua Igreja: Ele estava preocupado com aqueles que ainda não o conheciam.

Temos nos preocupado com tantas coisas em nome da pregação do Evangelho, mas precisamos priorizar duas coisas. Uma delas que não é assunto deste artigo é o amor: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros (Jo. 13.35). A outra, tema deste informativo, a UNIDADE. Por duas vezes neste texto, Jesus enfatiza que a nossa unidade faz com que o mundo saiba quem é Jesus e quem o enviou a este mundo. UNIDADE é viver o Evangelho, UNIDADE é evangelizar.

4. A unidade deve ser preservada

Veja as palavras que Paulo dirigiu aos efésios: “…procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.”. Unidade é uma conquista. Unidade é a certeza que existe relacionamento fluindo na vertical e na horizontal. Como toda conquista deve ser preservada e defendida. Lucas 8.40 narra a história de Jairo. Um fato que chamou a minha atenção é o final da narrativa, onde Jesus ordena que  a menina seja alimentada. Por quê Jesus fêz isto? Que lição queria ensinar para Jairo? O que o Espírito colocou em meu coração é algo que jamais me esquecerei: a lição é simples: ressuscitar sua filha é tarefa minha, mantê-la viva é tarefa sua. Realizar o milagre da UNIDADE é tarefa dele, em resposta ao nosso clamor, mantê-la é tarefa nossa.

5. A unidade é um dos alvos finais  de Deus para a Igreja

De novo, citando Paulo: “…até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo;…”.

A nossa luta na preservação e defesa da unidade se fundamenta no fato que é para isto que estamos sendo transformados de dia em dia. O final de nossa caminhada é a unidade da fé. Curiosamente aqui voltamos ao início desta meditação. Paulo está ensinando neste capítulo acerca da função dos dons ministeriais e ele afirma que este trabalho que Deus está realizando na sua noiva se processa por meio uma série destas diferenças chamadas dons: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Alguém chamou isto de “A mão forte de Deus”. As diferentes ações de Efésios, somadas aos dons de Romanos, se constituem numa série de ferramentas da ação de Deus no corpo de Cristo.

 Estamos vivendo dias difíceis, onde somente poderemos vencer e permanecer se estivermos juntos, combatendo o mesmo combate, guardando a nossa fé. Enquanto o mundo se esfacela diante de nossos olhos é hora de clamarmos por unidade. Se fizermos isto, estaremos seguros e trazendo segurança aos que nos cercam. A segurança que existe um Deus que os ama e por amar tanto assim enviou a Jesus Cristo, Deus nosso e Salvador nosso. Para que eles saibam, precisamos viver em unidade, precisamos CLAMAR PELA UNIDADE, tendo o compromisso de preservá-la na medida que for conquistada. Esta é a nossa parte. Esta foi a oração de Jesus por você e por mim.

2012, Um novo começo? O fim? Ou nada disso?

9 09UTC Novembro 09UTC 2009 SINESIO SANTOS Deixe um comentário

De tempos em tempos surgem movimentos apocalípticos como este que chega ao seu clímax com o filme 2012, o Ano da Profecia. Eu irei ver o filme nesta sexta-feira 13 e espero que não tenha um dia de azar, gastando o meu suado dinheirinho e me arrepender. Mas o que espero ver? Apenas quais são as idéias e conceitos trazidos pelos seus produtores e idealizadores. Não preciso de outro conceito do fim do mundo, eu já tenho o meu e aliás, não é meu, é o que as Escrituras trazem. Mas os maias não podem estar certos? Os maias estarão certos atéo ponto em que suas predições se encaixem naquilo que a Palavra de Deus declara. Senão, farão parte do grande número de pessoas que “previram outros finais de mundo”, no entanto, ainda que aos trancos e barrancos, às vezes, estamos por aqui.

Por quê não creio que fim seja em 2012? A minha opinião, penso que deixei claro, se apoia nas Escrituras.

  • Sim, eu sei, existem divergências na interpretação das Escrituras, mas os grandes grupos de pensadores apresentam certo grau de coesão.
  • Como posso saber que as profecias bíblicas tenham mais credibilidade que as profecias maias? Isto exige um blog só para discutir este assunto, a autenticidade das Escrituras. Como não tenho como apresentar a argumentação neste espaço, convido você a estudar um pouco de Bibliologia, não com preconceitos, mas como um estudioso sério e sincero, como muitos cientistas, arqueólogos, historiadores fizeram e mudaram o seu conceito sobre a Bíblia. Mas estou desde já pensando num blog exclusivo para falar das Escrituras. Eu gosto de ouvir alguns padres da Canção Nova e dias atrás, um deles, que antes do sacerdócio fora um renomado pesquisador do ITA, contou como mudou o seu pensamento quanto as Escrituras, quando ainda no exercício de sua profissão resolveu estudar as origens deste livro.

Mas vamos lá…Eu não creio no fim do mundo em 2012, porquê…

  1. Segundo as Escrituras, o presente tempo terminará com a volta de Jesus Cristo para buscar a sua Igreja, o Arrebatamento. E Arrebatamento não é o fim. O fim virá apenas, e aí temos subsídios bíblicos para afirmar, 1007 anos depois do Arrebatamento. Por quê a Bíblia fala que de pois da volta de Jesus haverá um tempo muito conhecido de todos os cristãos(mesmo por aqueles que constestam o pensamento) de sete anos. Após os sete anos teremos um grande conflito mundial chamado ARMAGEDOM. Depois temos o reino de Cristo na Terra, durante mil anos. Então virá o FIM.
  2. O fim do mundo não se dará por meio de inundações, sejam elas marinhas ou não. É uma declaração bíblica. Isto já aconteceu uma vez, o Dilúvio(outro assunto para debates acalorados) e o final do Dilúvio, que aliás não foi o fim, antes era(e ai vem a pergunta do filme) apenas um novo início (Gênesis 9.9-17, texto no final). O fim do mundo, segundo o Apóstolo Pedro, se dará de forma muito diferente: II Pe. 3.1-18, texto no final)

 Mas então podemos ficar tranquilos e apenas assistir mais um filme catástrofe. Eu não diria exatamente isto. O que estou dizendo é que não acredito no fim do mundo em 2012.

Sinais da vinda de Jesus

As Escrituras e mais especificamente o Apocalipse, trazem uma série de profecias que acontecerão próximas à volta de Cristo. A Bíblia declara que passaremos por um período de terríveis dificuldades como fome, pestes, guerras, rumores de guerras(tens visto algo assim acontecendo no mundo?). Algo pelo qual o mundo nunca passou antes. Então, embora não estejamos próximos do fim, temos motivos de sobra para nos preocupar com os eventos que vem por ai. A grande questão é que a Bíblia não marca dia, mes ou ano para os seus eventos. Quem quiser saber ou perceber, deve estar atento aos sinais.

Veja o que diz Apocalipse 6.12-17:

E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?

Se você analisar o conteúdo deste texto em detalhes verá que ele descreve eventos muito parecidos com as cenas(não os exageros) do filme 2012. Ou seja, passaremos sim por tempos terríveis neste mundo, tão terríveis que veja o Jesus disse acerca deles:

E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados. Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.

 

Ou seja, temos motivos para preocupação. Ontem, a globo exibiu mais uma reportagem mostrando os efeitos do aquecimento global. As coisas estão e ficarão cada vez mais difíceis e o único caminho que nos leva a verdade sobre como encontrar segurança para a vida é Jesus Cristo.

Este filme, a exemplo de Um dia depois do amanhã, Armagedom e tantos outros servem de alerta. Talvez seja a hora de rever outro filme de grande sucesso mundial: A Paixão de Cristo.

GÊNESIS 9.9-17

“Eis que eu estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa descendência depois de vós, e com todo ser vivente que convosco está: com as aves, com o gado e com todo animal da terra; com todos os que saíram da arca, sim, com todo animal da terra. Sim, estabeleço o meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio; e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra. E disse Deus: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está convosco, por gerações perpétuas: O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens, então me lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e todo ser vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne. O arco estará nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perpétuo entre Deus e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra. Disse Deus a Noé ainda: Esse é o sinal do pacto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra.”  

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 II PEDRO 3:1-18

“Amados, já é esta a segunda carta que vos escrevo; em ambas as quais desperto com admoestações o vosso ânimo sincero; para que vos lembreis das palavras que dantes foram ditas pelos santos profetas, e do mandamento do Senhor e Salvador, dado mediante os vossos apóstolos; sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz; e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. “

 

Bacias…toalhas…pés sujos…

6 06UTC Novembro 06UTC 2009 SINESIO SANTOS 1 comentário

“Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.”- Jo. 13.3-5

 Era a última ceia que Jesus fazia com os seus discípulos, muito embora eles ainda não estivessem totalmente conscientes do fato. Mas para o Mestre o momento era muito importante. As últimas instruções seriam passadas antes que começasse o doloroso momento pelo qual Ele teria que passar. Era o momento de olhar nos olhos de cada um daqueles homens, os quais sabia Ele, haveriam também de passar por um momento crítico, mas que seriam eles os responsáveis por fazer valer todo o trabalho do Cristo. Era o momento dolorido de olhar nos olhos de Judas e pedir que não se demorasse no que tinha a fazer. Jesus parecia ter pressa de passar por aquele momento, principalmente porque sabia da dor e da angústia que ser abateriam sobre Ele nos seus últimos dias.

E o que o Mestre quis deixar como as derradeiras lições antes da maior de todas? Primeiro Ele demonstra firmeza de alguém que sabia quem Ele era e para onde Ele iria. A firmeza de quem sabe que tudo estava em suas mãos. Ou seja, a cruz que o aguardava era apenas uma etapa em sua jornada e depois dela algo glorioso o esperava. Pessoas que estão bem resolvidas e seguras em si e em Deus, não tem receio de despir-se diante dos seus liderados. Ele tirou o manto. Ele preparou-se como um serviçal e fez o trabalho que alguém deveria ter feito quando ali entraram. Afinal, a bacia já estava lá, a toalha também. Todos haviam chegado e estavam com os pés por lavar. Mas ninguém se moveu.

Pedro indigna-se com o ato de Jesus, discute com Ele, mas como não poderia deixar de ser, perdeu o embate. A atitude de Pedro chama a atenção, porém, chama-me muito mais a atenção a atitude dos demais discípulos, que sequer esboçaram reação. Simplesmente deixaram o Mestre curvar-se diante deles e lavar-lhes os pés.

Prefiro a reação de Pedro, pois quem questiona abre caminho para novos aprendizados. Prefiro a reação de Pedro porque ainda que afunde na água, pode depois lembrar-se da sensação do que é andar sobre elas. Que lição impressionante e que é impressionantemente ignorada por muitos de nós hoje em dia. As bacias estão ai, as toalhas estão penduradas e existem milhares precisando ser limpos. Mas, como os outros 11, ou estamos inertes ou pior, estamos maquinando o mal.

Uma Marta que poucos conhecem…

6 06UTC Novembro 06UTC 2009 SINESIO SANTOS 1 comentário

“Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” – Jo. 11.40

Esta é uma das passagens mais lindas e importantes dos Evangelhos. Aliás, estes capítulos são únicos, porque somente João escreve acerca da ressurreição de Lázaro. O que mais me chama a atenção nestes eventos é o discurso de Marta, quando vai ao encontro de Jesus. Normalmente Marta é citada como um exemplo negativo, por conta do seu comportamento em uma das visitas de Jesus à sua casa. Porém, o seu diálogo com Jesus, após a morte de seu irmão revela uma mulher imponente, ousada e conhecedora das promessas de Deus e de sua Palavra. A argumentação de Marta estava embasada nas doutrinas bíblicas acerca da ressurreição: “Eu sei que o meu irmão há de ressurgir….” – É como se ela dissesse a Jesus: – Não estou falando desta ressurreição futura, estou falando contigo acerca do que está acontecendo hoje. Ela lembra em alguns instantes aquela mulher siro-fenícia que aparentemente fora rejeitada por Jesus, cuja resposta moveu o coração do mestre em socorrê-la na sua aflição. Penso quem alguns momentos, Jesus nos dá respostas que parecem evasivas a fim de ver a nossa reação, o quanto estamos dispostos a lutar por algo que nos é importante naquele momento.

Marta lutou. Uma mulher de fé, que cria piamente em quem era o homem que estava em pé diante dela. Imagino o prazer de Jesus ao poder entrar de novo naquela casa ao lado de Lázaro e fitar os olhos de Marta. Imagino os olhos de Marta para com o seu mestre ao poder de novo abraçar o amado irmão.

E nós, temos crido que Jesus é o Messias? O Filho de Deus enviado ao mundo por nós? Às vezes, mesmo sendo cristãos, podemos estar muito longe de chegar à mesma conclusão que Marta havia chegado. Falta-nos a ousadia e a fé e por isso, sonhos que foram enterrados acabam por ficar por lá mesmo. Mas, se creres verá a glória de Deus.