2012, Um novo começo? O fim? Ou nada disso?
De tempos em tempos surgem movimentos apocalípticos como este que chega ao seu clímax com o filme 2012, o Ano da Profecia. Eu irei ver o filme nesta sexta-feira 13 e espero que não tenha um dia de azar, gastando o meu suado dinheirinho e me arrepender. Mas o que espero ver? Apenas quais são as idéias e conceitos trazidos pelos seus produtores e idealizadores. Não preciso de outro conceito do fim do mundo, eu já tenho o meu e aliás, não é meu, é o que as Escrituras trazem. Mas os maias não podem estar certos? Os maias estarão certos atéo ponto em que suas predições se encaixem naquilo que a Palavra de Deus declara. Senão, farão parte do grande número de pessoas que “previram outros finais de mundo”, no entanto, ainda que aos trancos e barrancos, às vezes, estamos por aqui.
Por quê não creio que fim seja em 2012? A minha opinião, penso que deixei claro, se apoia nas Escrituras.
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Sim, eu sei, existem divergências na interpretação das Escrituras, mas os grandes grupos de pensadores apresentam certo grau de coesão.
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Como posso saber que as profecias bíblicas tenham mais credibilidade que as profecias maias? Isto exige um blog só para discutir este assunto, a autenticidade das Escrituras. Como não tenho como apresentar a argumentação neste espaço, convido você a estudar um pouco de Bibliologia, não com preconceitos, mas como um estudioso sério e sincero, como muitos cientistas, arqueólogos, historiadores fizeram e mudaram o seu conceito sobre a Bíblia. Mas estou desde já pensando num blog exclusivo para falar das Escrituras. Eu gosto de ouvir alguns padres da Canção Nova e dias atrás, um deles, que antes do sacerdócio fora um renomado pesquisador do ITA, contou como mudou o seu pensamento quanto as Escrituras, quando ainda no exercício de sua profissão resolveu estudar as origens deste livro.
Mas vamos lá…Eu não creio no fim do mundo em 2012, porquê…
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Segundo as Escrituras, o presente tempo terminará com a volta de Jesus Cristo para buscar a sua Igreja, o Arrebatamento. E Arrebatamento não é o fim. O fim virá apenas, e aí temos subsídios bíblicos para afirmar, 1007 anos depois do Arrebatamento. Por quê a Bíblia fala que de pois da volta de Jesus haverá um tempo muito conhecido de todos os cristãos(mesmo por aqueles que constestam o pensamento) de sete anos. Após os sete anos teremos um grande conflito mundial chamado ARMAGEDOM. Depois temos o reino de Cristo na Terra, durante mil anos. Então virá o FIM.
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O fim do mundo não se dará por meio de inundações, sejam elas marinhas ou não. É uma declaração bíblica. Isto já aconteceu uma vez, o Dilúvio(outro assunto para debates acalorados) e o final do Dilúvio, que aliás não foi o fim, antes era(e ai vem a pergunta do filme) apenas um novo início (Gênesis 9.9-17, texto no final). O fim do mundo, segundo o Apóstolo Pedro, se dará de forma muito diferente: II Pe. 3.1-18, texto no final)
Mas então podemos ficar tranquilos e apenas assistir mais um filme catástrofe. Eu não diria exatamente isto. O que estou dizendo é que não acredito no fim do mundo em 2012.
Sinais da vinda de Jesus
As Escrituras e mais especificamente o Apocalipse, trazem uma série de profecias que acontecerão próximas à volta de Cristo. A Bíblia declara que passaremos por um período de terríveis dificuldades como fome, pestes, guerras, rumores de guerras(tens visto algo assim acontecendo no mundo?). Algo pelo qual o mundo nunca passou antes. Então, embora não estejamos próximos do fim, temos motivos de sobra para nos preocupar com os eventos que vem por ai. A grande questão é que a Bíblia não marca dia, mes ou ano para os seus eventos. Quem quiser saber ou perceber, deve estar atento aos sinais.
Veja o que diz Apocalipse 6.12-17:
E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?
Se você analisar o conteúdo deste texto em detalhes verá que ele descreve eventos muito parecidos com as cenas(não os exageros) do filme 2012. Ou seja, passaremos sim por tempos terríveis neste mundo, tão terríveis que veja o Jesus disse acerca deles:
E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados. Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.
Este filme, a exemplo de Um dia depois do amanhã, Armagedom e tantos outros servem de alerta. Talvez seja a hora de rever outro filme de grande sucesso mundial: A Paixão de Cristo.
GÊNESIS 9.9-17
“Eis que eu estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa descendência depois de vós, e com todo ser vivente que convosco está: com as aves, com o gado e com todo animal da terra; com todos os que saíram da arca, sim, com todo animal da terra. Sim, estabeleço o meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio; e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra. E disse Deus: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está convosco, por gerações perpétuas: O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens, então me lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e todo ser vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne. O arco estará nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perpétuo entre Deus e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra. Disse Deus a Noé ainda: Esse é o sinal do pacto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra.” II PEDRO 3:1-18
“Amados, já é esta a segunda carta que vos escrevo; em ambas as quais desperto com admoestações o vosso ânimo sincero; para que vos lembreis das palavras que dantes foram ditas pelos santos profetas, e do mandamento do Senhor e Salvador, dado mediante os vossos apóstolos; sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz; e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. “
Bacias…toalhas…pés sujos…
“Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.”- Jo. 13.3-5
Era a última ceia que Jesus fazia com os seus discípulos, muito embora eles ainda não estivessem totalmente conscientes do fato. Mas para o Mestre o momento era muito importante. As últimas instruções seriam passadas antes que começasse o doloroso momento pelo qual Ele teria que passar. Era o momento de olhar nos olhos de cada um daqueles homens, os quais sabia Ele, haveriam também de passar por um momento crítico, mas que seriam eles os responsáveis por fazer valer todo o trabalho do Cristo. Era o momento dolorido de olhar nos olhos de Judas e pedir que não se demorasse no que tinha a fazer. Jesus parecia ter pressa de passar por aquele momento, principalmente porque sabia da dor e da angústia que ser abateriam sobre Ele nos seus últimos dias.
E o que o Mestre quis deixar como as derradeiras lições antes da maior de todas? Primeiro Ele demonstra firmeza de alguém que sabia quem Ele era e para onde Ele iria. A firmeza de quem sabe que tudo estava em suas mãos. Ou seja, a cruz que o aguardava era apenas uma etapa em sua jornada e depois dela algo glorioso o esperava. Pessoas que estão bem resolvidas e seguras em si e em Deus, não tem receio de despir-se diante dos seus liderados. Ele tirou o manto. Ele preparou-se como um serviçal e fez o trabalho que alguém deveria ter feito quando ali entraram. Afinal, a bacia já estava lá, a toalha também. Todos haviam chegado e estavam com os pés por lavar. Mas ninguém se moveu.
Pedro indigna-se com o ato de Jesus, discute com Ele, mas como não poderia deixar de ser, perdeu o embate. A atitude de Pedro chama a atenção, porém, chama-me muito mais a atenção a atitude dos demais discípulos, que sequer esboçaram reação. Simplesmente deixaram o Mestre curvar-se diante deles e lavar-lhes os pés.
Prefiro a reação de Pedro, pois quem questiona abre caminho para novos aprendizados. Prefiro a reação de Pedro porque ainda que afunde na água, pode depois lembrar-se da sensação do que é andar sobre elas. Que lição impressionante e que é impressionantemente ignorada por muitos de nós hoje em dia. As bacias estão ai, as toalhas estão penduradas e existem milhares precisando ser limpos. Mas, como os outros 11, ou estamos inertes ou pior, estamos maquinando o mal.
Uma Marta que poucos conhecem…
“Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” – Jo. 11.40
Esta é uma das passagens mais lindas e importantes dos Evangelhos. Aliás, estes capítulos são únicos, porque somente João escreve acerca da ressurreição de Lázaro. O que mais me chama a atenção nestes eventos é o discurso de Marta, quando vai ao encontro de Jesus. Normalmente Marta é citada como um exemplo negativo, por conta do seu comportamento em uma das visitas de Jesus à sua casa. Porém, o seu diálogo com Jesus, após a morte de seu irmão revela uma mulher imponente, ousada e conhecedora das promessas de Deus e de sua Palavra. A argumentação de Marta estava embasada nas doutrinas bíblicas acerca da ressurreição: “Eu sei que o meu irmão há de ressurgir….” – É como se ela dissesse a Jesus: – Não estou falando desta ressurreição futura, estou falando contigo acerca do que está acontecendo hoje. Ela lembra em alguns instantes aquela mulher siro-fenícia que aparentemente fora rejeitada por Jesus, cuja resposta móvel o coração do mestre em socorrê-la na sua aflição. Penso quem alguns momentos, Jesus nos dá respostas que parecem evasivas a fim de ver a nossa reação, o quanto estamos dispostos a lutar por algo que nos é importante naquele momento.
Marta lutou. Uma mulher de fé, que cria piamente em quem era o homem que estava em pé diante dela. Imagino o prazer de Jesus ao poder entrar de novo naquela casa ao lado de Lázaro e fitar os olhos de Marta. Imagino os olhos de Marta para com o seu mestre ao poder de novo abraçar o amado irmão.
E nós, temos crido que Jesus é o Messias? O Filho de Deus enviado ao mundo por nós? Às vezes, mesmo sendo cristãos, podemos estar muito longe de chegar à mesma conclusão que Marta havia chegado. Falta-nos a ousadia e a fé e por isso, sonhos que foram enterrados acabam por ficar por lá mesmo. Mas, se creres verá a glória de Deus.
Cego de nascença…Cegos por doença…
“Ora, era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Então os fariseus também se puseram a perguntar-lhe como recebera a vista. Respondeu-lhes ele: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo. Por isso alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus; pois não guarda o sábado.”- Jo. 9.14-16
O capítulo 9 de João narra uma das histórias mais interessantes no que diz respeito aos milagres realizados por Jesus Cristo, nosso amado Senhor. Todos os que tiveram contato com aquele ex-cego reconheciam que quem quer que tivesse realizado aquele milagre só podia ser um homem de Deus, um profeta, exceto os fariseus. Eles estavam por demais entranhados de um espírito religioso e esta religiosidade apenas permitia que enxergassem na cura do cego um evento pernicioso ao seu padrão de crença. Estavam eles tão cegos que não conseguiam perceber o absurdo de suas declarações. Eles valorizavam mais a religião do que uma benesse feita a uma pessoa necessitada. É como se eu estivesse para morrer e fosse a um médico num dia de feriado e este se recusasse a atender por ser um feriado, pedindo que retornasse no dia seguinte. Como podem pessoas tão “esclarecidas” acerca da Lei, como eram os fariseus, ser tão obtusos? Como poderiam afirmar que alguém que era capaz de curar uma cegueira de nascença não fosse de Deus?
É impressionante, eu sei. Mas em nossos dias acontecem coisas semelhantes. Em nossos dias temos pessoas e líderes na mesma situação. É de nossa natureza condenar tudo o que não se ajusta a nossa religiosidade, seja ela individual ou coletiva. E podemos, sem sombra de dúvida, incorrer no mesmo absurdo dos fariseus. Eu já fiz isto em minha vida. Eu já deixei de visitar uma família necessitada de uma palavra de conforto pelo fato de ter um compromisso com a igreja ao qual que não poderia faltar. Uma oportunidade que jamais recuperarei e espero que Deus tenha encontrado alguém menos religioso que eu para alcançar aquelas vidas que foram negligenciadas por mim em meu afã religioso. O que realmente é importante nos dias de hoje? As almas ou o que elas podem proporcionar a Igreja? Os fariseus ameaçaram aqueles que declaravam Jesus como o Cristo e da mesma forma muitos vivem hoje constrangidos por pessoas insensíveis, mais preocupados em manter o seu status quo. Religiosidade, uma doença quase incurável…
Marcos danificados, lembranças doloridas…
“Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.” – Jo. 2.5
Maria nos dá neste texto uma lição simples e objetiva para quem quer ver o poder de Deus se manifestando em sua vida. A situação para o noivo se tornou crítica e estava muito perto de ser envergonhado perante os seus convidados. O momento para o qual se preparara há tanto tempo, que era o marco de uma nova etapa em sua vida, poderia provocar uma marca terrível e manchar aquele momento sublime. Um problema insolúvel se apresenta e não há o que fazer.
No meio das crises, precisamos de alguém sensível ao problema e que leve este problema até quem tem a solução. Maria não teve dúvida. Ao saber da situação procura a Jesus. Este é o papel dos intercessores. É muito importante contar com pessoas que nos cubram em oração e é muito importante cobrirmos em oração aqueles que buscam ajuda em nós. Depois de falar com Jesus, ela chama os serventes e dá a ordem – Fazei tudo quanto Ele vos disser. Aqui está o segredo para a solução de dificuldades insolúveis e inoportunas. Devemos obedecer a Jesus irrestritamente, é isto que está implícito no fazei tudo.
Satanás, como diz a Palavra, anda ao nosso redor, bramando como leão, na expectativa de que possa nos tragar. Ele sabe muito bem quando estamos perto de mudar a nossa história, quando Deus está prestes a nos levar para degraus mais altos e, na impossibilidade de impedir que isto aconteça, ele tenta então macular o momento, privando-o de toda a beleza e glória.
Que possamos nos lembrar sempre disto e nos momentos importantes de nossa vida, quando estivermos para andar por caminhos mais altos diante de Deus e alguma situação desagradável nos envolva, estejam em nossa mente as palavras de Maria e, nos voltando para Jesus, ouvir a sua voz e obedecer-lhe em tudo o que Ele nos disser.
Direito conquistado, direito usurpado…
“Mas vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas provações; e assim como meu Pai me conferiu domínio, eu vo-lo confiro a vós; para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel.” – Lc. 22.28-30
Posição e poder. Estas duas palavras definem alguns dos objetivos mais buscados no mundo e mesmo no seio da Igreja Cristã. E os caminhos para se alcançá-las tem sido os mais diversos e os mais absurdos em alguns instantes. Muitos querem ocupar lugares de destaque, porém, nunca justificaram com suas vidas o direito de estar ali. As palavras de Jesus aos seus apóstolos são muito interessantes e importantes para os nossos dias. Sejamos nós líderes locais, regionais, estaduais ou nacionais. Aos discípulos foi prometido ocuparem lugar de destaque junto a Jesus no final dos tempos, porém, eles adquiriram este direito ao participar das provações de Jesus. Eles andaram com o mestre por todos os lugares e podemos perceber que passaram por muitas dificuldades, como a que transparece nos episódios da multiplicação dos pães. Tinham poucos recursos. Ou momentos de grande pressão como quando quiseram precipitar a Jesus morro abaixo em Nazaré. Eles estavam junto com o Mestre e pagaram o preço de ser chamados apóstolos. Não quer dizer que fossem perfeitos, porque na hora crítica titubearam, mas perceba que nem mesmo Jesus os censura por isto, afinal Ele sabia que aquela hora pertencia somente a Ele. Mas eles participaram da vida de Jesus.
Nós queremos apenas as chamadas bênçãos de Deus, queremos os privilégios, mas muitos se esquecem que andar com Jesus é muito mais que isto. Veja as palavras de Paulo aos filipenses: “…pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele,…”. Se quisermos mais de Deus, devemos então entender tudo o que tem no pacote chamado Salvação. Precisamos entender que é necessário compromisso e compromisso que vai além de estar junto somente nas horas boas. Precisamos permanecer com Ele em todo o tempo. Podemos fraquejar, claro! Mas Ele conhece os nossos limites e a Palavra promete que não seremos provados acima do que podemos. Aliás, usa estes momentos para nos ensinar e edificar, nunca para destruir. Os lugares especiais estão reservados para pessoas que se tornam especiais para Deus e não para quem luta segundo seus próprios princípios para obter e mais, estes lugares especiais não são deste mundo, porque o mundo passa.
http://www.youtube.com/watch?v=5QVSnkR-SA0 - Esta canção fala um pouco sobre isto…
Início igual ao meio, Meio igual ao fim, só assim…
“…Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.” – Lc. 12.48b
Este versículo aborda o mesmo tema que Tiago, quando este afirma “…muitos de nós não queiramos ser mestres, porque receberemos mais duro juízo…”. E ai pergunto aos meus amados irmãos: – O que Deus tem acrescentado à sua vida? Penso que o menor de nós recebeu uma porção imensa da graça de Deus, afinal todos, indistintamente da classe social temos recebido o maior de todos os tesouros – a vida eterna. Temos conhecido a Palavra de Deus e temos hoje acesso a um conhecimento de Deus que nenhum homem do passado teve. Temos recebido muito! E isto é um grande privilégio. Porém, este privilégio pode complicar a nossa vida.
O fato de conhecermos a Deus e desfrutarmos desta graça incrível gera uma grande responsabilidade – a de repartir o que temos recebido e mais – a de viver de acordo com esta dádiva divina de salvação. A Palavra de Deus afirma que cada um será julgado de acordo com o conhecimento que possui. Logo, ficamos diante de um dilema. Queremos conhecer mais e mais de Deus, queremos aprofundar-nos na oração, no conhecimento bíblico e alguns tem ido longe no campo espiritual. Mas sabemos que esta aventura nos leva a uma posição incômoda e se nalgum momento titubearmos, o juízo sobre nós será diretamente proporcional ao caminho que traçamos.
Por isso, quando me deparou com algumas situações fico muito incomodado e triste. Não é raro eu presenciar pessoas que andam com Deus há muito tempo e até mesmo ocupam posições importantes no seio da Igreja de Cristo e, no entanto, eu posso lembrar-me de amigos não convertidos que falam menos palavrões que estes ou são bem menos maliciosos. Por que será que a medida que avançamos na vida cristã nos achamos livres para praticar as coisa que condenamos no princípio da carreira e até mesmo reprovávamos veentemente nos demais? Paulo repreende os gálatas com um versículo que quero deixar sempre pulsando em meus ouvidos: “Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis?” – Gl. 3.3
Lições de uma sexta a tarde…
“Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu; porque todos o estavam esperando. E eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga; e prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que fosse a sua casa; porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte.” – Lc. 8.40-41
Este episódio dos evangelhos é muito conhecido. Quem já não ouviu uma pregação acerca da cura da filha de Jairo e quem já não ouviu uma pregação acerca da mulher do fluxo de sangue? Eu amo esta passagem porque aprendi a ver nela muitas lições que por anos passaram desapercebidas aos meus olhos.
Lição 1 – Não importa a nossa posição, podemos precisar de Jesus a qualquer momento. Será que contra todos os riscos e preconceitos teremos a coragem de nos prostrar aos pés de Jesus?
Lição 2 – A multidão esperava por Jesus, mas somente Jairo e a mulher misteriosa que nunca soubemos o nome, receberam algo d’Ele. Não adianta apertar a Jesus, eu preciso tocá-lo de alguma forma.
Lição 3 – Em meio a nossa angústia Deus manda sinais de seu poder. Diante dos olhos do homem que tinha uma filha de 12 anos doente, uma mulher que sofria a 12 anos é curada. Havia esperança para Jairo.
Lição 4 – Ouça a Jesus, não ouça os demais que apenas vêem as circunstâncias. Os sinais ajudam-nos a manter os nossos olhos naquele que chamamos para nos ajudar.
Lição 5 – Caminhe sempre ao lado de Jesus. Assim poderás ver os sinais e ouvir as palavras de consolo quando a situação se agravar. Não o perca na multidão.
Lição 6 – Em certos momentos as coisas parecem piorar e muito, mas isto é um sinal que a operação de Deus está mais perto que nunca. Não é hora de desistir.
Lição 7 – Olhe as circunstâncias sempre do ponto de vista de Jesus. O que para todos era uma menina morta, para ele era uma menina dormindo e mudar a situação era tão fácil quanto despertá-la do sono.
Lição 8 – Deixe perto de você apenas os que crêem no milagre que Deus fará em sua vida. Incrédulos e zombadores não tem o direito de participar do momento onde Deus manifesta sua glória em sua vida.
Lição 9 – Operar o milagre é tarefa de Jesus, mantê-lo é tarefa sua. Esta é a lição que deve ser aprendida quando Ele manda alimentar a menina. Eu ressuscito, você conserva ela com vida.
Lição 10 – Leve Jesus para dentro de sua casa. Ele certamente mudará qualquer situação, por mais desesperadora que seja.
Verdadeiras mentiras, Mentiras verdadeiras?
“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!” – Is. 5.20
O Relativismo é a doutrina filosófica que nega a existência de verdades universais absolutas, seja na área do conhecimento, da moral ou da religião. Segundo essa Doutrina Filosófica não existe verdade e nem valor moral absoluto. Cada homem tem a sua própria verdade, bem como a medida dos seus valores morais. Assim, o que é correto ou certo, ou moral, para um, necessariamente não precisa ser para outro. O conceito de certo e errado, de bem e mal, pode variar de pessoa para pessoa, bem como de lugar para lugar, podendo, ainda, modificar-se no tempo. Esta filosofia tem sido uma das marcas destes tempos. Temos assistido a uma derrocada dos valores cristãos na sociedade. Valores morais, familiares, sociais, enfim, tudo tem sido questionado em nome de uma tal liberdade do indivíduo.
Agora leia de novo o versículo dia. Percebe-se nele algum tipo de relativismo? Nenhum. A Palavra de Deus permanece da mesma forma como era há milhares de anos quando os primeiros mandamentos foram estabelecidos. É impressionante como a sociedade não consegue enxergar o que está bem diante do seu nariz, ou seja, o prejuízo enorme e quase irreversível que esta ausência de valores tem causado a todos. Onde está o benefício da liberdade sexual? Eu não vejo vantagem alguma nas doenças venéreas, na AIDS, nos abortos e nas milhares de crianças concebidas sem as menores condições de felicidade. Eu não vejo vantagem alguma ao ver grupos de jovens se destruindo na bebida e nas drogas. Eu não vejo vantagem alguma para os filhos que tem passar um final de semana em cada casa e ainda vendem isso nos filmes, novelas e seriados como a coisa mais linda do mundo. Eu não vejo vantagem alguma na promiscuidade que alguns casais se enveredaram em nome do chamado casamento aberto. Eu não vejo vantagem…só vejo destruição.
Mas ai daqueles que tem apregoado esta filosofia. Certamente um dia haverão de prestar contas com o Criador e ai o que dirão a Ele? Temos muitos pregadores desta filosofia maldita, infelizmente até mesmo dentro das igrejas. Ai…ai…ai…
Fariseus de ontem, fariseus de hoje…
“E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nem ao menos tendes lido o que fez Davi quando teve fome, ele e seus companheiros? Como entrou na casa de Deus, tomou os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão só aos sacerdotes, e deles comeu e deu também aos companheiros?
Os fariseus sempre estavam de olho em Jesus e nos discípulos a fim de os apanharem nalguma falta. E desta parece que tinham algo perfeito para os acusarem diante de Jesus. Era sábado, dia no qual nenhuma atividade poderia ser feita, mas os discípulos, certamente famintos, apanhavam espigas e comiam. Mas Jesus lembrou-lhes um evento acontecido centenas de anos antes e que certamente conheciam. Davi e seus homens haviam comido, não espigas no campo, mas os próprios pães da proposição, sagrados e permitidos somente aos sacerdotes. Calaram-se. Este trecho deve nos fazer refletir muito sobre algumas coisas. Os fariseus, em sua religiosidade, estavam invertendo valores, colocando a vida e o bem estar humanos abaixo de suas tradições religiosas. Era verdade que o sábado era sagrado, mas em nenhum momento Deus proibira o homem de alimentar-se e cuidar-se neste dia. Alimentar-se não era trabalho. Várias vezes foram questionados por Jesus por conta desta atitude que não demonstrava de forma alguma a Lei de Deus. Outro exemplo de como Jesus reprovava a filosofia farisaica foi quando curou o homem da mão mirrada. Era o mesmo questionamento.
Da mesma forma podemos ver fatos semelhantes acontecer em nossas igrejas atualmente. O que é mais importante: a igreja ou a família? A família, certamente a maioria responde. Então porque nossas igrejas, na sua maioria, sobrecarregam a sua membresia, não deixando sequer tempo para que família esteja reunida? O que é mais importante: o membro ou a sua oferta? Então porque observamos alguns membros, mais abastados, sendo melhor tratados que aqueles que pouco podem contribuir? Não é isto que Tiago condena em sua epístola (Tg. 2.1-10)?
Será que a nossa liturgia, as nossas regras religiosas e eclesiásticas, não tem feito o mesmo que os fariseus, valorizando mais as formas, os métodos, os rótulos, que as pessoas? Temos a liberdade de chegar num culto e simplesmente sentar e ficar quietos diante de Deus? Não seriamos questionados por não pular, aplaudir ou gritar? Penso que sim. Sejamos cuidadosos quanto as nossas críticas para que não nos tornemos igualmente…FARISEUS.
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